segunda-feira, 21 de julho de 2014
segunda-feira, 7 de julho de 2014
O silêncio era sua arma, mas a palavra sua vocação.
Um homem feito de papel, preso no labirinto de sua própria solidão, buscava compreender sozinho o amor. Procurava desvendar seus segredos e revelar seus mistérios. Um filósofo e herói dos pensamentos perdidos no tempo, ele olhava os dias se levantarem e se porem. Do alto de sua torre de marfim, o tempo era uma sobreposição das horas que passara sem amar e a saudade era medida na vontade do mais carnal beijo que provara. O ar era denso, pesado de viver. O prazer fugaz a ponto de se tornar apenas lembrança. O imenso mergulho gelado dentro de si mesmo era a causa e a consequência de suas decisões. A sabedoria, a busca dela pelo menos, representava sua odisseia. O silêncio era sua arma, mas a palavra sua vocação. Um simples homem. Um homem feito de papel.
In: O Fantástico Mundo de Felipe Belão
http://falamestre.wordpress.com/
Nunca me descreveram tão bem!
In: O Fantástico Mundo de Felipe Belão
http://falamestre.wordpress.com/
Nunca me descreveram tão bem!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
"Você está sozinho!
Os outros vão e vem na nossa vida, assim como as ondas vão e vem pra esse mar.
Elas vem e se desfazem assim como as pessoas que somem da nossa vida.
Mas o mar esta ali e quanto mais profundo você for, mais solitário,, mais quieto mais silencioso ele está. Tem que ser imenso pra saber ser sozinho"
Caio Sóh
sábado, 18 de janeiro de 2014
Pois ela ainda dorme
Ela cresceu e
junto com ela o desejo de ser encontrada. Ela banhava-se no fim da tarde,
perfumava-se e sentava na calçada com a companhia de um bom livro, esperando
que alguém passasse e com um singelo
olhar se encantasse. Pobre menina.
Quantos
encontros marcados ela viu acontecer na frente dela? Quantos beijos e abraços? Parecia
que o amor estava ali o tempo todo, só não olhava para ela.
O livro já não
lia mais! Sonhava de livro aberto!
Sonhava que um
dia, alguém passaria por ali e a levasse junto, como por encanto. Sonhava em ter seu primeiro beijo, sua valsa de
debutante, uma flor com bilhete e aquele
chocolate com gosto de paixão e desejo. Sonhava em sair pra dançar, ser
guardada nos braços de alguém, ser feita pequena, tal qual em asa morena.
Tantos banhos,
tantos perfumes, tantos vestidos e tantos livros, mas a felicidade dela estava
em coisas tão simples e longes!
Nada adiantou o tempo passou e aquela menina passou tempo demais com a solidão. Ela aprendeu a ser sozinha. Tão imensa, tão profunda e tão solitária como o mar!
Nada adiantou o tempo passou e aquela menina passou tempo demais com a solidão. Ela aprendeu a ser sozinha. Tão imensa, tão profunda e tão solitária como o mar!
Hoje, já
mulher, teme não ter sido e não ser amada. Pobre mulher!
Tão quieta, de
olhar profundo e suspiros silenciosos na alma, talvez por ser só, talvez por
trazer dentro de si, uma menina que dorme!
por douglas henrique
por douglas henrique
Cumplicidade
Talvez aquela menina fosse diferente de todas as outras. Ela
era risonha, olhar de poeta e de artista. Um olhar tão profundo que era capaz
de ler e compreender qualquer um.
Ela tinha uma relação intima com o sol, a lua e as estrelas.
Era capaz de ficar horas a fio olhando sem parar para o céu, ouvindo o que ele
dizia. Tinha o vento como companheiro constante.
O toque, as palavras, os gestos e atitudes dela encantavam
qualquer um. Ela só fazia o bem, ela só queria o bem, ela era o bem.
Mas o mais curioso naquela menina era sua amizade com um
pássaro. Ele a encantava. Suas penas eram alvas como a neve, seus olhos cor de
mar, em suas asas trazia a nobre missão de libertar (mas isso era algo que ele
não sabia, a menina tinha que ensina-lo).
Voava. Em voos impávidos a vulnerável lugar, distante
de todo aquele perder de céu, distante de seu habitar. Longe do fel de sua
natureza, ao encontro de seres que clamam para livre estar.
Gente humanamente só, com sede de ar. Submissos e escravos da dor, sangrando a ausência da possibilidade de amar. Pobres que pediam a este generoso pássaro a sublimidade de voar.
Com a ajuda da menina o pássaro rasgou as nuvens que mensurava a luz tão longe do olhar; se fez em voos rasantes com maestria, com degustar de autonomia.
Gente humanamente só, com sede de ar. Submissos e escravos da dor, sangrando a ausência da possibilidade de amar. Pobres que pediam a este generoso pássaro a sublimidade de voar.
Com a ajuda da menina o pássaro rasgou as nuvens que mensurava a luz tão longe do olhar; se fez em voos rasantes com maestria, com degustar de autonomia.
A cumplicidade dos dois crescia sem igual, era tão sublime o
encontro entre eles.
E em um destes seus encontros singelos, rabiscou o céu e
poetizou as estrelas: a independência está em escolher sonhar.
Dito que ao fecundar da missão, a menina em sua existência pode suspirar com grande fugacidade o aroma da auto felicidade
Dito que ao fecundar da missão, a menina em sua existência pode suspirar com grande fugacidade o aroma da auto felicidade
(imagem disponível no google)
Por Madele Gomes e eu em rascunhos filosóficos...
Assinar:
Comentários (Atom)


