sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Silêncio



As palavras não caíram da minha mão.
A inspiração não foi embora.
E nesses dias de chuva,
Assim como Camila, me-dito.
E no silêncio busco as cores certas,
Os melhores sabores,
Os melhores perfumes
E também os piores venenos.
E assim, agora, as palavras todas brincam dentro de mim.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012



Eu fico só te observando, analisando cada gesto, cada costume, cada movimento, cada olhar, cada sorriso. 
E mesmo longe eu posso descrever cada milimetro do teu corpo.



( Jaine Corte )

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

À minha mãe


Me dá colo quentinho?
Feito nuvem de algodão?

Me dá abraço sem fim?
Feito relógio que não avança?

Me fala mansinho?
Como poema em canção?

Me ensina a olhar?
Como luz que não cansa?

Me diz sim ou não?
Feito seta em direção?

Me promete ficar pra sempre?
Como memória do coração?

Me acorda com um sorriso?
Como sol depois da escuridão?

Me diga que não cresci...
Assim, como criança,
Posso chorar vez em sempre,
Viver na sua esperança,
Acreditar que não me perdi.

(Ana Souza - in Frasquinhos de Poesia)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Caminho da felicidade


Andei
Busquei
Em noite de Luar parei
Pedi a uma estrela que me indicasse o caminho certo pra a felicidade.
A vida deu tantas voltas, que não entendo porque andei e parei exatamente de onde sai.
O mundo girou, relógio andou,o sol se pôs
e aquela estrela me indicou o caminho que já era aqui.
Lugar meu, de povo meu, de sonho meu, de amor meu.
será que aqui,há alguém mais feliz do que eu???



Escrito por Douglas Henrique e Maiara Leite

Inesquecível



Às vezes me pergunto se
Eu viverei sem ter você
Se saberei te esquecer

Passa um momento e eu já sei
Você é o que eu quero ter
Inesquecível para amar

Mais que uma história pra viver
O tempo parece dizer
Não, não me deixe mais
Nunca me deixe

Quanto mais longe possa estar
É tudo o que eu quero pensar
Não, não me deixe mais
Porque eu te quero aqui
Inesquecível em mim

Ouço sua voz e a alegria
Dentro de mim faz moradia
Vira tatuagem sob a pele

Te levo sempre em meu olhar
Não canso de te procurar
Entre meus lábios sinto a falta de você

E assim, profundamente meu
Pra que pensar que existe adeus
Não, não me deixe mais
Nunca me deixe
Já não preciso nem dizer
O quanto eu me apaixonei
Não, não me deixe mais
Nunca me deixe
E vou dizer por que

Se existe céu
Você sempre será
Inesquecível para amar, oh
Oh, não

Não, não me deixe mais
Se eu não tiver você
Agora e sempre vai estar
Preso em meus olhos
Inesquecível em mim...


Composição: Cheope/G. Carella/F. Baldoni/G. de Stefani/Versão: Claudio Rabello


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Faxina



Faxina.
Limpar a casa, arrumar o armário, dar um trato, não importa como seja chamado, sempre é chato de ouvir, pior ainda fazer.
Se o propósito é arrumar, limpar, faxinar o roteiro o sempre o mesmo. Primeiro tira-se as roupas espalhadas pelo chão, depois se ergue as cadeiras, arrasta-se os móveis, tira-se tudo do lugar. Ora aquela velha combinação: vassoura, balde, rodo e pano, ora mangueira e s
abão.
Ano novo.
Passar o ano, virar o ano, fim de ano. Não importa como seja chamado, sempre é festa, alegria, saudade e bebida.
Se o propósito é dar boas vindas ao novo ano, o roteiro é sempre o mesmo: Roupas brancas que escondem as mais diversas cores intimas.
Faxina e ano novo.
Fim de ano é engraçado. As pessoas ficam mais sensíveis, emotivas e generosas ( como se por encanto pudessem ser assim apenas nessa época do ano) e querem que o ano que se inicia seja repleto de realizações (como se por encanto as peças intimas tivessem esse poder). 
Mas sinceramente, se eu pudesse dar um pitaco, um palpite qualquer, diria que ano novo é igual faxina. Precisa-se, ao invés de peças coloridas, despir-se.
Despir-se sim, tal qual aquela rotina de levantar cadeiras, arrastar móveis, tirar tudo do lugar.
Despir-se de todo sentimento ruim, mágoa, tristeza e das tantas mil máscaras que insistimos em usar aqui, ali...
Só assim nos livraremos dos entulhos e pesadelos, deixando espaço para o tão encantador ANO NOVO.
Ano novo, Faxina.
Faxina, Ano novo
Feliz faxina de ano novo.


Eu quero um Sonho


Eu quero um sonho
Sonhado com todas as cores roubadas de uma caixa de lápis de cor...
Que seja um sonho bom, gigante, mas que caiba na folha que há em mim
Que ainda que pequena folha tenha tantos desenhos, escritos e memórias que as pautas se esticam se alargam e se engrandecem...
Mas que seja uma folha sem margens. Chega de limites, Chega de barreiras. Que seja um sonho livre, tal quais as estrelas do céu...
E sem margens, os sonhos libertos, doces sonhos libertos... Viajam...
Viajam para além do mundo, sem destino, sem rumo, mas sabendo aonde chegar...
E ao chegar... Espalham-se, confundem-se com a paisagem real, cobrem tudo de docilidades... Colorem, encantam...
Se for um sonho assim, quero também amor...
Amor que chegue... Sem medo, sem recusas... Amor maior...
Um amor de encantos mil. Que me faça feliz, que me faça maior e que simplesmente me faça.
Sendo eu feito de amor... Desejo assim ficar, sem delimitar fronteiras ao tempo, ao espaço e que não haja lugar para o medo nem a solidão.
Como num doce sonho do começo.

 Escrito por Camila Carrari e Douglas Henrique

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Gato de asas e Anjo de botas

Nada…
Ontem eu vi um Anjo. Um anjo diferente.
Ele não tocava gaita nem lira,mas fazia barulho com um pandeiro. Sua voz, meio humana meio divina,capaz de quebrar minhas pernas ao cantar no telefone falando comigo.
Suas asas eram lindas,ele amava voar em torno do sol. E eu amava vê-lo voar.
Um dia, de presente,não ganhei flores, nem ouro, nem versos,mas ganhei asas e um convite: “Voa comigo!?”
Pronto virei um Anjo, um Superman.
Nada…
Ontem eu vi um Gato. Um gato diferente.
Ele me olhava e naquele olhar eu me encontrava e descobria que a vida valeu a pena.
Ele ficava olhando a lua, conversava com as estrelas..Miava,miava,miava, miava, mechamava…
Que gato era aquele, um felino lindo,inteligente, inesquecível.
Um Anjo e um Gato. Um gato e um Anjo. Um anjo gato. Um gato anjo.
Mas isso foi ontem. Hoje nossa história começa.
E nesse “estranho” conto de fadas as avessas, num mundo real encantado, vou tentando encontrar um título pra essa história:
“Um gato de asas” ou um “Anjo de botas”?
Mas dizem os sábios que título só se coloca no final da história…
Então deixa assim, “nada” no título da historia pois espero que o felizes para sempre não encontre fim.
Estas pronto?

Como se a casa fosse dele


Depois daquele dia cinza,
Daquela chuva fina que caiu o dia todo,
Depois de tantas voltas no relógio ,
Ele entrou em minha casa
Sem chamar ou bater na porta.
Como se a casa fosse dele!
Olhou-me com tanta sede
E sustentou o olhar como se desejasse algo
Despiu-se.
Aproximou-se de mim
Tomou-me em seus braços
Beijou-me com tanta sede.
Como se a casa fosse dele!
Despiu-me.
Além das vestes, me despiu da solidão
E ali me tirou pra dançar
Apenas ao som dos sussurros e falsetes
Nossos corpos dançaram o mais quente dos tangos.
Completou-me!
Como se a casa fosse dele!
Depois de tudo
Com aquela chuva fina caindo noite a fora
Mesa posta
Velas acessas
Vinho nas taças.
Como se a casa fosse dele.
Quer casar comigo?

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Vestido



Ela acordou cedo, abriu a janelas, deixou a luz entrar.  Respirando fundo, abriu se guarda roupa e pegou o seu melhor vestido. Sorriu!
No tanque, onde se lavam as roupas sujas e as poeiras da alma, ela lavou o vestido com tanta delicadeza, que num instante ele ficou novo, limpo, perfumado, pronto.
Aquele vestido era o mesmo, tal nos contos de fadas, tal qual aquele que outra menina colocou a espera de um pássaro. Aquele vestido não só vestia o corpo dela, mas como também a alma e o coração. Com ele a vida era vivida no presente do indicativo (como Ana poetizou),  com ele sonhos se tornavam realidades.  Claramente aquele vestido a completava.
Mas no baile daquela noite, ela não usaria aquele vestido. Ela a emprestou para uma velha conhecida amiga. Amiga que outrora já usava o mesmo vestido. Amiga que deseja aquele vestido mais do que tudo.
Coração apertado. Alguém agora dança com o vestido que é dela. Alguém agora tem no corpo o mundo que é dela.
E se a velha conhecida não devolver mais o vestido?  E se o vestido se encantar com o corpo dela?
E se ela não devolver o vestido por inteiro?
Dirão: “É só um vestido, você compra outro”
Não! Não!
É o vestido dela. É a vida de amor dela!
“Vida” de amor?! Não seria “história” de amor?
Mas direi: “Histórias sempre têm um fim. Vida (como Deus poetizou) é eterna.
Eterno como o vestido.

Flor e pão

Era uma menina de pés descalços
Sujos com a poeira do dia.
Era uma menina de coração alado
livre como ventania.
Não tinha medo do escuro
 Não tinha medo do amor nem dor
Apenas medo da saudade.

Nos pés sujos, cansaço e alegria
No coração livre, paixão e fantasia
Em seu rosto a coragem, a ousadia.
 Nada de pintura em sua pele
Era maquiada com as cores cinzas do dia...

Mas algo que encantava era seu olhar
como se coubesse nele toda beleza da vida.
Era uma menina com olhos famintos
com fome de vida
e sede de tudo
Para onde ela vai? pergunta o caminho
Sem bússola, sem direção, sem rumo
ela apenas caminha.
Quais mares, estradas, ruelas e becos
por ela passarão?
Quais  esquinas  lhe guiarão?
Ela apenas caminha.

Nas mãos uma flor e um pedaço de pão
e a poeira da estrada suja seus pés.
E porque com o pouco se faz muito
bastavam-lhe a vida, o caminho e o brilho nos olhos.
Bastava-lhe a flor, bastava-lhe o pão.
(Ana Cláudia e Douglas Rodrigues)

Coração de poesia

Lá...naquele lugar que não se vê e poucos sabem...
Lá...a gente se encontra.
Lá é tão belo....
Tão simples...
Tão quentinho...
Tão florido...
Lá os pássaros cantam...
E as águas tranquilas do mais manso regato umedecem nosso olhar.
A brisa fresca contorna o nosso rosto...
E os raios de sol aquecem nossos sonhos.
Lá... anda-se descalço...
Lá....nosso coração planta sementes de amor.
O nosso olhar reacende a vida...
Vive-se o sonho e sonha-se a vida.

((Ana Claudia, Camila Carrari, Douglas Rodrigues))

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

E como começo de caminho...

Pronto!
As festas acabaram e o que nos resta agora são as promessas de ano novo.
Dieta, guardar dinheiro, armário arrumado, contas em dia, blá blá e lero lero..
Tudo posto a caminho!
Mas uma coisa é certa, quem há de percorrer o caminho,
botar o pé na estrada é VOCÊ.
A dieta não vai começar se você não fechar a boca.
Assim como o armário que clama pela sua ajuda.
A estrada vai ser dura, cansativa e dolorosa.
Mas o destino, ah o destino...
Encantante tal qual a viagem.
E como começo de caminho
Um primeiro passo.

domingo, 1 de janeiro de 2012

Início...

Como novidade em 2012, começo a construir  um espaço meu, com meus escritos, minhas pinturas de palavras. Um canto meu, mas que divido com meus amigos. 
E pra começo de conversa, um pequeno trecho de uma musica que me  vestiu de encanto.

"O meu mundo é pequeno
Mas é grande o meu Amor
Tenho tudo o que quero
Sou Feliz e Cantador"
(Emcantar)