terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Em Canto Meu






São nove da noite e ainda chove. Água que cai sem fim de um horizonte cinza e azul. A noite chegou e eu só percebi com a chegada dos grilos, pois os relógios não me importam mais.
Sinto que aqui dentro há uma vazio escuro, tão forte como onda de mar que quebra na pedras. Eu só queria gritar e com toda licença poética, queria sentir o vento no meu rosto. Quem sabe ele levava as lágrimas, ou então, varreria o vazio em minha voz.
Não quero complexidade, quero a simplicidade de um sorriso, que me leve por ai e traga em seu olhar o desejo da conquista, do encantar-me até que soe a última valsa vienense.
Quero que segure em minha mão e não a solte. Só quando eu quiser ser lua minguante. Do contrário, nunca!
E naquela cômoda, busco vestidos que me caibam, acessórios que me eternizem. Lá me-dito.
Quero os mais valiosos perfumes, postos nos mais fascinantes frascos e que eles  penetrem e aconcheguem a alma, feito colo que nos cabe.
Ainda chove lá fora e aqui em meu canto, continuo a esperar por você.
Adormeço. Esperanço-me à vida.