terça-feira, 27 de março de 2012

Meus Presentes

E assim, no meu dia, ganhei essas duas belezuras encantantes:

Para o meu amigo-poeta-menino, que sempre verá envelhecer e nunca envelhecerá:

Soneto de Aniversário

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre ilusões e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpera embranquece
E fica tenra a fibra que era dura

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.

(Dado por Ana Souza)


Tem gente que faz você olhar a vida diferente,
Que tem o olhar bom e infinito sobre todas as coisas,
Que abraça como ninguém abraça (aquele tipo de abraço "te tomo em meus braços" - e mesmo que seja na correia e no vai-e-vem de uma faculdade lotada, deixa seu dia mais feliz e único)
Tem gente que você encontra e (re) encontra sabe-se lá por quê... E lê você melhor que ninguém...
Tem gente que tem uma caixa de infinitas cores de lápis de cor e gratuitamente pinta a vida diferente...
E te ensina a olhar tudo de forma amorosa...
Tem gente que, apesar da distância, você quer sempre por perto...
Feliz aniversário menino-poeta!

(Dado por Camila Carrari)

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tarantela


Segundo a lenda italiana.
Pausa. Lenda? Senso comum? Sabedoria do povo?
E com a terceira hipótese sigo meu texto de hoje, pois se a ciência nada prova ao tal fato, prefiro eu, um pobre arrumador de palavras, definir a história a seguir  como SABEDORIA  de um povo.
Play.
Segundo uma SABEDORIA italiana, quando uma pessoa é picada por uma tarântula (aranha monstruosa) , ela tem duas opções, tais: Ou fica quieta, remoendo, sofrendo e morrendo ou levanta-se, veste-se e dança.
Se escolhe dançar, o veneno logo se espalha pelo corpo perdendo toda sua força.
Nomeada assim, a dança Tarantela.
Refletindo sobre isso me coloquei a pensar.
Na vida, todos os dias nos deparamos com tarântulas de todas as cores, raças, sexo e opinião; e muitas vezes, muitas vezes mesmo, somos picados e envenenados.
Maldade da aranha?
Penso que não.
A natureza a ensinou a envenenar para defender-se. Assim não cabe passar pelo pesado julgamento de boa e má.
As vezes nosso brilho,nossas conquistas são alertas de perigo e sinal verde para o ataque.
Pois então temos duas escolhas: aquietar, calar e morrer ou dançar.
E eu escolho dançar Tarantela.