quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

À minha mãe


Me dá colo quentinho?
Feito nuvem de algodão?

Me dá abraço sem fim?
Feito relógio que não avança?

Me fala mansinho?
Como poema em canção?

Me ensina a olhar?
Como luz que não cansa?

Me diz sim ou não?
Feito seta em direção?

Me promete ficar pra sempre?
Como memória do coração?

Me acorda com um sorriso?
Como sol depois da escuridão?

Me diga que não cresci...
Assim, como criança,
Posso chorar vez em sempre,
Viver na sua esperança,
Acreditar que não me perdi.

(Ana Souza - in Frasquinhos de Poesia)

Um comentário: